Internet com regras mais rígidas divide espaço com os santinhos nas eleições
É provável que você dobre uma esquina ou passe por uma praça na sua cidade neste domingo(16/8) e se depare com outro cenário, que não o do dia a dia, com banners e bandeiras balançando ao vento. Um carro também poderá cruzar a sua rua com adesivos mostrando rostos e números. E há ainda a possibilidade de que você ouça, reproduzidos a partir de alto-falantes, um jingle com rimas em sertanejo universitário ou qualquer outro ritmo da moda. É exatamente o que você está pensando. Amanhã começa a propaganda de rua para as eleições de 2026.
É também neste domingo que os candidatos podem iniciar o pedido de votos nas redes sociais. A outra forma de buscar a adesão dos eleitores, o horário eleitoral no rádio e na televisão, terá início no dia 28. Tanto nas ruas quanto na internet, há uma série de regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral a serem cumpridas por quem terá o nome nas urnas neste ano.
Nas eleições deste ano estarão em disputa os cargos de presidente da República, governador, duas vagas de senador, deputados federais e estaduais. Mas, dadas as regras do jogo, o que os partidos e seus candidatos colocarão este ano, nas ruas e nas redes sociais, para conquistar o voto dos eleitores?
A reportagem de O TEMPO procurou dirigentes partidários e concorrentes aos cargos em disputa para perguntar sobre as estratégias que pretendem adotar para tentar ter seu número digitado o maior número de vezes possível nas urnas. Alguns não quiseram se identificar.
As conversas, em todos os casos, envolveram o que será feito nas campanhas para governador, senador, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa de Minas por todos os consultados estarem ligados aos partidos nos planos estadual ou federal.
Há características e preferências próprias a serem aplicadas pelas legendas em cada campanha. Algo, no entanto, é comum: nenhuma pretende descartar qualquer possibilidade gráfica e sonora nas ruas, ou de imagens e texto nas redes sociais, previstas na legislação.
A estratégia para as ruas tem um favorito comum a todos: veículos caracterizados com número, nome e, dependendo do tipo de propaganda, foto dos candidatos.
A variedade de opções é ampla nessa estratégia de divulgação. Podem ser usados adesivos de para-choque, plotagens de porta e see thru (adesivo plástico colocado nos vidros que não impede a visão externa de quem está dentro do veículo), no que se refere a imagens.
Para som, amplificadores podem ser adaptados aos carros e colocados para rodar na cidade. O uso de veículos agrada a políticos pela possibilidade de ir até os eleitores. O contrário acontece com material fixo, como banners e bandeiras, que são colocados nos pontos de maior circulação dos votantes.
O clássico e o moderno
Mesmo com todo o avanço nas opções de divulgação das candidaturas, uma opção clássica, o santinho, continuará marcando presença nas ruas nas eleições de 2026. Em formato compacto e entregue por cabos eleitorais nas mãos do eleitor, apresentam informações sobre o candidato, plataforma, número e foto, podendo ser uma boa forma de memorização de candidaturas.
Ao mesmo tempo em que o santinho sobrevive, entra em cena a cada eleição, com mais força, a “captura” de eleitores pela internet, antes apenas com sites, mas agora com o alcance das redes sociais.
Postagens com vídeos e fotos de candidatos circularão pelo estado nestas eleições, mas com regras mais rígidas e possibilidade de punição, sobretudo em relação às chamadas “deep fakes”, que são produções criadas por inteligência artificial pela manipulação de rostos e vozes.
Fonte: O Tempo