Novo oficializa Romeu Zema como candidato à Presidência da República em convenção
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, foi formalmente lançado como candidato à Presidência da República pelo Novo na convenção nacional do partido realizada nesta segunda-feira (27/7), em Brasília.
Esta é a quarta candidatura à Presidência da República já oficializada. Durante a semana passada, Renan Santos (Missão), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) também tiveram seus nomes lançados nas convenções de suas legendas. No próximo domingo (2/8), o PT lançará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Romeu Zema aparece tecnicamente empatado com Caiado e Renan nas pesquisas de intenção de voto. Na maioria dos levantamentos, aparece com 2% a 4% das intenções, ainda distante de Flávio Bolsonaro, que ocupa a vice-liderança. Já nas simulações de segundo turno, chega a estar tecnicamente empatado com Lula.
Durante a pré-campanha, Zema mirou seus discursos em críticas ao governo e a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Em suas redes sociais, o candidato veicula uma série intitulada “Os Intocáveis”, em que ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli são comumente representados por fantoches, assim como Lula.
Ao contrário de outros candidatos de direita, como Caiado e Renan, Zema adota um tom mais moderado em relação a Flávio Bolsonaro, sobretudo após a repercussão negativa, dentro do campo bolsonarista, das críticas feitas por ele ao senador devido ao elo entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Nos últimos dias, Zema intensificou agendas com empresários para ampliar apoios em um setor mais ligado a Flávio. Outro objetivo é reforçar o financiamento de sua campanha com recursos privados.
À procura de um vice
Apesar de lançada a candidatura, Romeu Zema ainda não escolheu seu companheiro de chapa. O candidato afirma que vem conversando com nomes de diferentes partidos e chegará a uma definição até o dia 5 de agosto, prazo final definido pela Justiça Eleitoral.
O candidato tem destacado que a prioridade é escolher um nome “ficha limpa” e admitiu que, caso haja a possibilidade, pode optar por um quadro de outro partido para agregar mais tempo às sua propaganda de rádio e televisão.
Zema tem avançado em conversas com o partido Democracia Cristã (DC), que lançou a pré-candidatura de Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF, para o Palácio do Planalto. Uma possibilidade seria ter o próprio Barbosa compondo a chapa. Os dois devem se reunir nesta semana.
No dia 19 de julho, Zema chegou a dizer que considerava a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) uma opção para a composição da chapa, mas a possibilidade foi refutada por ela. "Não há nenhuma possibilidade de isso acontecer", enfatizou.
O candidato do Novo também chegou a ser apontado como um possível vice do senador Flávio Bolsonaro (PL), que também vai concorrer ao Palácio do Planalto, ou mesmo compor uma chapa ao lado de outro presidenciável, Ronaldo Caiado (PSD), todos do campo na direita. As conversas, no entanto, não avançaram.
Trajetória
Nascido em Araxá, Romeu Zema, 61, foi presidente por mais de duas décadas do Grupo Zema, que pertence à sua família e atua nos ramos de eletrodomésticos, móveis, distribuição de combustíveis, concessionárias e autopeças.
Ingressou na política em 2018, quando concorreu ao governo de Minas Gerais e foi eleito no segundo turno contra Antonio Anastasia (PSDB). Sua campanha foi marcada por uma arrancada na semana do primeiro turno, após declarar apoio a Jair Bolsonaro na eleição presidencial durante o último debate.
Em 2022, foi reeleito em primeiro turno ao Palácio Tiradentes, derrotando o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD). Em 2025, lançou-se pré-candidato à Presidência da República pelo Novo e, em abril deste ano, se licenciou do cargo de governador para concorrer ao Palácio do Planalto.
Fonte: O Tempo