Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos se torna Patrimônio Cultural da Bahia – Simões Filho Fm
por Redação

Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos se torna Patrimônio Cultural da Bahia


 
 
 

Desde que aconteceu pela primeira vez, em 1820, até hoje (20), quando foi oficializada como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia, a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos se diferencia em meio à religiosidade católica baiana. A igreja, no Pelourinho, onde a festa acontece, foi fundada em 1685 por uma das primeiras irmandades de pretos do Brasil. O templo levou quase um século para ser construído, e a festa, outros 200 anos para entrar no livro de patrimônios da Bahia.

A Festa do Rosário é um elemento fundamental e inseparável da Irmandade do Rosário dos Pretos e acontece desde 1820. A celebração envolve a realização de uma missa cantada, um sermão e a exposição do sacramento, seguida de procissão solene pelas ruas do Centro Histórico. Neste domingo, a celebração foi ainda mais especial.

A Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos foi oficializada como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia, através de decreto publicado no Diário Oficial do Estado de sábado (19). O ato de entrega do título aconteceu um dia depois, durante missa festiva no templo religioso, que ficou lotado de fiéis.

Reconhecimento 

Os estudos para o registro foram realizados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), após a Irmandade do Rosário solicitar a patrimonialização dos festejos e o Conselho Estadual de Cultura aprovar a inclusão da festa no Livro do Registro Especial dos Eventos e Celebrações.

O padre Lázaro Muniz, capelão da igreja, celebrou o reconhecimento. “Isso nos faz entender que esse legado tem que ser preservado por todos nós, além de nos motivar a manter viva a tradição recebida pelos nossos ancestrais”, disse. Para o diretor geral do Ipac, Marcelo Lemos, a patrimonialização da festa é também uma forma de reparação.

“A irmandade Rosário dos Pretos, desde o século XVII, se reuniu para que os escravizados pudessem ter um lugar de acolhimento. Então, é muito importante mantermos essa festa, que também sustenta essa igreja e faz parte do calendário baiano. A patrimonialização reforça e reconhece a importância da Irmandade para a nossa história” (Marcelo Lemos – Diretor geral do Ipac) 

“Este trabalho começa agora, reconhecendo a patrimonialização dessa festa, para termos a certeza que essa tradição siga por mais 300 anos, porque todas as gerações precisam ter contato com essa história e saber que estão diante de um espaço de fé e de resistência”, destacou o secretário de Cultura Bruno Monteiro.

 

Crédito: Correio 

Foto: Fernando Barbosa/Ipac 


 
 
 

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