Anistia a Bolsonaro é rejeitada por 54% dos brasileiros e aprovada por 39%, diz pesquisa – Simões Filho Fm
por Redação

Anistia a Bolsonaro é rejeitada por 54% dos brasileiros e aprovada por 39%, diz pesquisa


 
 
 

Uma anistia para perdoar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado é rejeitada pela maioria da população. A informação foi revelada em pesquisa Datafolha, divulgada no sábado (13/9). De acordo com o levantamento, 54% dos brasileiros são contra a ideia, enquanto 39% são favoráveis.

A pesquisa foi realizada nos dias 8 e 9 de setembro, poucos dias antes da condenação. Foram ouvidos 2.005 eleitores em 113 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Bolsonaro foi condenado na última quinta-feira (11/5) por cinco crimes pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de liderar a trama golpista. A oposição no Congresso Nacional, que já defendia a anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, intensificou a investida na pauta da anistia para beneficiar, também, o ex-presidente.

Além dos números que indicam as posições sobre a anistia ao ex-presidente, 2% dos entrevistados se dizem indiferentes ao assunto, enquanto 4% não sabem opinar.

Os eleitores também foram questionados sobre uma posição aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, que terminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, e 61% são contrários à reversão da punição.

Por outro lado, 33% se mostram favoráveis, 1% é indiferente 5 % não sabem opinar. O STF conduziu mais de 1.600 ações sobre o assunto, e mais de 600 pessoas foram condenadas pelos ataques.

A pesquisa ainda mostrou a posição de eleitores sobre a prisão de Bolsonaro e revelou que 50% apoiam a medida, enquanto 43% reprovam e 7% não sabem opinar. Quando questionados se acham que Bolsonaro será preso, 50% respondem que sim e 40%, que não, enquanto 10% não sabem.

Bolsonaro foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A pena aplicada ao ex-presidente foi de 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado – a maior entre o grupo de oito condenados.

A condenação do ex-presidente teve placar de 4 a 1 no colegiado. Defenderam a sentença, além de Moraes, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Apenas o ministro Luiz Fux se manifestou pela absolvição de Bolsonaro.

Os crimes atribuídos a ele são golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.

Além da pena por cinco crimes, o ex-presidente foi condenado também ao pagamento de 124 dias-multa, sendo fixado a dois salários mínimos vigente à época do fato e atualizado até o pagamento total do valor, equivalente hoje a R$ 376.464,00.

Depois da condenação, a defesa de Bolsonaro criticou a sentença e prometeu recorrer a Cortes internacionais. “A defesa entende que as penas fixadas são absurdamente excessivas e desproporcionais e, após analisar os termos do acórdão, ajuizará os recursos cabíveis, inclusive no âmbito internacional”, informaram os advogados.

 

Fonte: O Tempo 


 
 
 

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