Nobel de Medicina premia 3 cientistas por descobertas sobre tolerância imunológica – Simões Filho Fm
por Redação

Nobel de Medicina premia 3 cientistas por descobertas sobre tolerância imunológica


 
 
 

O Prêmio Nobel de Medicina de 2025 foi concedido para três cientistas que estudam tolerância imunológica periférica – os americanos Mary Brunkow, Fred Ramsdell e o japonês Shimon Sakaguchi -, anunciou a Academia Sueca de Ciências nesta segunda-feira (6/10). As descobertas desse trio são cruciais para impulsionar pesquisas sobre câncer e doenças autoimunes.

A cerimônia de entrega das láureas em Estocolmo, na Suécia, está agendada para 10 de dezembro, aniversário da morte do químico sueco Alfred Nobel (1833-1896). Cada ganhador receberá um diploma feito por um artista sueco ou por um norueguês, uma medalha de ouro e 11 milhões de coroas suecas, montante equivalente a R$ 6,3 milhões na cotação atual.

Em 2024, a láurea nessa categoria ficou com os americanos Victor Ambros e Gary Ruvkun, pela descoberta de pequenas moléculas chamadas microRNAs e seu papel na ativação e desativação de trechos do material genético.

Com a premiação desta segunda-feira (6), chega a 116 o número de vezes que a láurea foi entregue nessa categoria, desde 1901 – isso não ocorreu apenas nove vezes, de 1915 a 1918, em 1921, 1925 e de 1940 a 1942. Até hoje, nenhuma pessoa o recebeu mais de uma vez.

A pessoa mais jovem a receber o prêmio de Fisiologia ou Medicina foi Frederick G. Banting (1891-1941). O canadense tinha 31 anos em 1923 quando dividiu a láurea com o escocês John James Rickard Macleod (1876-1935) pela descoberta da insulina.

Já o americano Peyton Rous (1879-1970) foi a pessoa mais velha a ganhar o prêmio. Em 1966, ele tinha 87 anos quando recebeu a láurea pela descoberta de vírus que induzem ao desenvolvimento de tumores. Além dele, o prêmio naquela categoria foi entregue ao canadense Charles B. Huggins (1901-1997) por suas descobertas relacionadas ao tratamento hormonal de câncer de próstata.

Em duas ocasiões, a láurea foi entregue a casais. A primeira se deu em 1947, com os austro-húngaros Gerty Theresa Cori (1896-1957) e Carl Ferdinand Cori (1896-1984), laureados pela descoberta do curso da conversão catalítica do glicogênio. A segunda veio já neste século, em 2014, com os noruegueses May-Britt Moser e Edvard I. Moser por descobertas de células que constituem um sistema de posicionamento no cérebro.

Também já houve casos em que o pai e mais tarde o filho receberam a láurea. Hans von Euler-Chelpin (1873-1964) ganhou o Nobel em Fisiologia ou Medicina em 1929 e seu filho Ulf von Euler (1905-1983) em 1970. Isso se repetiu mais tarde com Sune K. Bergström (1916-2004) e Svante Pääbo, ganhadores em 1982 e 2022, respectivamente.

 

Fonte: O Tempo 

Foto: Claudio Bresciani/REUTERS 


 
 
 

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