Eduardo Bolsonaro diz que ser chamado de réu pelo STF ‘é motivo de orgulho’ – Simões Filho Fm
por Redação

Eduardo Bolsonaro diz que ser chamado de réu pelo STF ‘é motivo de orgulho’


 
 
 

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta segunda-feira (17/11) que ser chamado de réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é “motivo de orgulho”. A Primeira Turma do STF decidiu, no sábado (15/11), por unanimidade, tornar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) réu por coação à Corte.

“Ser chamado de réu num país onde esta mesma Suprema Corte, que me processa, solta bandidos é motivo de orgulho. E os que celebram esta notícia são pobres de espírito, frutos de sua própria ignorância. Que Deus tenha piedade”, escreveu no X.

 

Em seu voto, o relator, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que Eduardo Bolsonaro “insistiu na estratégia de ameaçar gravemente os ministros do Supremo”, inclusive propagando possíveis sanções internacionais contra integrantes da Primeira Turma para favorecer seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o ministro, a ofensiva passou da palavra à prática e envolveu a “articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos”.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) descreve que Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo atuaram nos EUA para pressionar autoridades norte-americanas a adotar medidas contra o Brasil e contra ministros do STF, caso as condenações relacionadas à tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 fossem mantidas.

Entre os episódios citados, está a sobretaxa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, a produtos brasileiros – apresentada como resposta às decisões da Corte. Além disso, as sanções da Lei Magnitsky aplicadas a Alexandre de Moraes, sua esposa e outras autoridades. Eduardo Bolsonaro está desde fevereiro nos EUA.

Segundo o procurador-geral Paulo Gonet Branco, a estratégia buscava intimidar o tribunal, manipular o ambiente político e favorecer Jair Bolsonaro. Moraes destacou ainda a tentativa de influenciar discussões sobre uma eventual anistia no Congresso Nacional, apontando o “elemento subjetivo específico” da conduta.

Além de Moraes, fazem parte da Primeira Turma os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

 

Fonte: O Tempo 

 


 
 
 

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