Planejamento para a longevidade: como organizar as finanças para viver melhor após a aposentadoria
O rápido envelhecimento da população brasileira está redesenhando a dinâmica econômica das famílias e criando uma nova frente de atuação para instituições financeiras. Bancos ampliam serviços de orientação e planejamento para aposentados que precisam fazer a renda durar por décadas após deixar o mercado de trabalho, diante do risco crescente de perda de poder de compra ao longo da vida pós-carreira.
Entre eles, o Banco Mercantil tem se destacado por oferecer serviços e soluções exclusivas para o público maduro, em um cenário em que a longevidade avança mais rápido do que a capacidade de organização financeira das famílias.
Dados do IBGE mostram que a expectativa de vida no país chegou a 76,6 anos, movimento que amplia o período em que milhões de brasileiros dependem da renda previdenciária. Ao mesmo tempo, o país atravessa uma transição demográfica acelerada, com crescimento contínuo da população com 60 anos ou mais, fenômeno que altera padrões de consumo, poupança e demanda por serviços públicos e financeiros.
Essa mudança ocorre em um contexto de renda previdenciária limitada. Informações públicas do INSS indicam que a maior parte dos benefícios pagos equivale a até dois salários-mínimos, patamar frequentemente insuficiente diante do aumento do custo de vida e das despesas médicas. Como resultado, aposentados passam a depender mais do apoio familiar, de economias acumuladas ao longo da vida ou da permanência no mercado de trabalho para complementar a renda.
O aumento dos gastos com saúde é um dos principais fatores de pressão sobre o orçamento. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que beneficiários acima de 59 anos concentram os maiores custos assistenciais dos planos, refletindo maior incidência de doenças crônicas e necessidade de acompanhamento contínuo, além de despesas indiretas com medicamentos, adaptações na moradia e cuidados de longo prazo.
Um levantamento nacional da Serasa evidencia que a maioria dos brasileiros chega a essa fase sem preparo suficiente. Entre 1.052 entrevistados aposentados ou prestes a se aposentar, 60% afirmaram ter começado a planejar a aposentadoria apenas cinco anos antes de parar de trabalhar.
A pesquisa também aponta que 37% não fizeram qualquer planejamento financeiro e que 53% precisaram permanecer no mercado para complementar a renda. Já entre aqueles que se organizaram, 70% buscaram formas de aumentar os ganhos nos cinco anos anteriores à aposentadoria.
Para especialistas, a combinação entre renda reduzida e despesas crescentes exige reorganização profunda das finanças pessoais logo após a aposentadoria, com revisão de hábitos de consumo, readequação do orçamento e busca por investimentos conservadores capazes de preservar patrimônio e garantir previsibilidade.
Deste modo, o envelhecimento populacional também influencia o sistema financeiro e a estrutura do mercado, fazendo com que as instituições ampliem a oferta de produtos voltados à longevidade, como aplicações de baixo risco, seguros e programas de educação financeira específicos para a terceira idade, enquanto cresce a participação de investidores mais velhos em modalidades conservadoras.
Para o gerente de Análise e Planejamento Financeiro do Banco Mercantil, Sérgio Batista, a falta de preparo impacta diretamente a tranquilidade financeira na velhice. “Viver mais é uma conquista, mas exige planejamento. Aposentados que organizam o orçamento com antecedência têm mais tranquilidade para aproveitar essa fase da vida, especialmente ao lidar com despesas de saúde, que são um dos principais motivos de desequilíbrio financeiro na maturidade”, afirma.
Segundo o especialista, o acompanhamento profissional pode ser decisivo para ajustar estratégias ao longo do tempo, considerando mudanças no padrão de consumo e nas condições de saúde. “Nosso papel é apoiar esse público com soluções simples, seguras e acessíveis, garantindo que a renda da aposentadoria seja bem administrada e que cada cliente tenha autonomia financeira ao longo dos anos”, completa Sérgio.
Sobre o Mercantil
O Banco Mercantil vem passando por uma importante transformação nos últimos anos, pautada no investimento em inovação, dados, tecnologia e pessoas. Contando com mais de 9,5 milhões de clientes, o banco tem foco no público com 50 anos ou mais, e carrega em seu DNA o propósito de oferecer a seus clientes uma experiência única.
Sustentado por seus talentos, o crescimento dos números vem acompanhado de posições de destaque nos rankings de melhores empresas para se trabalhar em Minas Gerais e na posição de quinto maior pagador de benefícios previdenciários do país.
O banco atingiu o patamar de excelência na pesquisa NPS (Net Promoter Score), que fornece informações sobre fidelidade dos clientes e seu grau de satisfação com crédito e serviços, apurada de forma contínua. A instituição possui uma rede com mais de 350 agências distribuídas em 269 cidades pelo país.
Fonte: O Tempo