Lula venceria Flávio Bolsonaro por 46% a 36% no segundo turno, aponta pesquisa
Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta terça-feira (16/12) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por dez pontos de diferença caso o segundo turno das eleições de 2026 fosse disputado hoje.
A distância entre os dois, porém, diminuiu em seis pontos percentuais em relação a novembro, com uma leve queda de Lula e um crescimento do adversário. Esta foi a primeira pesquisa feita sem o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, que anunciou apoio a Flávio.
Confira os números:
- Lula: 46% (eram 48%)
- Flávio Bolsonaro: 36% (eram 32%)
- Brancos/nulos: 15% (eram 17%)
- Indecisos: (3%) (eram 3%)
Apesar do crescimento de Flávio na pesquisa, 54% afirmam que o ex-presidente Jair Bolsonaro errou ao indicar o filho Flávio como seu candidato ao Planalto, enquanto para 36%, ele acertou. Além disso, 63% declararam que não votariam em Flávio “de jeito nenhum”.
A pesquisa também levou em conta uma eventual disputa entre Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em um segundo turno. Nome preferido de boa parte do centrão e da centro-direita, Tarcísio viu sua desvantagem para o petista aumentar em comparação a novembro.
- Lula: 45% (eram 41%)
- Tarcísio de Freitas: 35% (eram 36%)
- Brancos/nulos/indecisos: 20% (eram 23%)
Aprovação de Lula
De acordo com o mesmo levantamento, Lula segue com uma aprovação estável, com variações dentro da margem de erro. Numericamente, a diferença caiu de três para um ponto percentual em relação a novembro.
- Aprova: 48% (eram 47%)
- Desaprova: 49% (eram 50%)
- Não sabem/não responderam: 3% (eram 3%).
O presidente Lula ainda tenta recuperar sua aprovação para índices acima da desaprovação. A última vez em que isso aconteceu foi em dezembro de 2024, quando 52% aprovavam o governo e 47% desaprovavam. Por outro lado, seu pior momento foi em maio deste ano, quando a avaliação negativa chegou a 57%. Desde então, o petista vem em uma lenta recuperação de sua popularidade.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 11 e 14 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Fonte: O Tempo