Qualidade das praias brasileiras cai ao pior nível já registrado – Simões Filho Fm
por Redação

Qualidade das praias brasileiras cai ao pior nível já registrado


 
 
 

O verão começa neste domingo (21) em um cenário adverso para o litoral brasileiro: o país atingiu o menor patamar de praias próprias para banho durante o ano inteiro no período de uma década, revela levantamento da Agência Folha.

Ao todo, 253 praias estiveram próprias para banho em todas as medições realizadas de novembro de 2024 até outubro de 2025, o equivalente a 30,2% do total. Outras 288 praias foram consideradas regulares, 143 ruins e 136 péssimas. O percentual de praias boas é o menor da série histórica iniciada em 2016, que contempla nove dos últimos dez anos. A exceção é 2020, quando não houve medições em meio à pandemia.

Em 2016, quando os dados de balneabilidade começaram a ser compilados, 370 praias foram classificadas como boas, ou seja, tiveram apenas classificações próprias durante o ano.

Em São Paulo, o total de praias próprias para banho o ano todo caiu de 62 para 47, cenário que a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) atribui ao volume de chuvas no decorrer deste ano.

Já as praias ruins subiram de 33 para 43 no período de novembro de 2024 a outubro deste ano, enquanto as praias regulares passaram de 64 para 70. As péssimas se mantiveram em 16 por ano.

A praia de Botafogo permanece como um dos principais símbolos do cenário crônico. Os dois pontos monitorados tiveram 67,1% das amostras consideradas impróprias, mantendo o trecho como a pior praia da Zona Sul, apesar de liberações pontuais para banho em 2025.

Estados do Nordeste, como Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte, registraram um aumento do número de praias consideradas boas. Dentre as 88 praias da Bahia onde houve medição, 23 foram consideradas boas. O número é quase o dobro do registrado no ano passado.

Em 2025, entraram no rol das praias próprias em todas as medições locais como Ipitanga e Guarajuba, no litoral norte do estado, as praias de Salinas da Margarida, na Baía de Todos os Santos, e praias como Coroa e Barra de Tairu, na ilha de Itaparica.

Não houve medições de balneabilidade nas praias do Sul e Extremo-sul, deixando fora do monitoramento destinos turísticos badalados como Porto Seguro, Morro de São Paulo, Ilhéus e Itacaré. Dentre as demais praias, não houve medição entre os meses de junho e outubro por problemas contratuais.

Salvador segue concentrando a maior proporção de praias impróprias do estado. Apenas três foram consideradas boas no período: Ponta de Nossa Senhora, na ilha dos Frades, e os dois pontos de monitoramento da praia do Flamengo, na saída da cidade ao norte. Outras 9 praias foram consideradas regulares, 11 ruins e 14 péssimas.

A Embasa, empresa de água e saneamento da Bahia, destacou o percentual de 88,5% de cobertura de esgotamento da capital baiana e argumentou que balneabilidade das praias também tem relação com a água suja e o lixo que chegam pela rede de drenagem pluvial, de responsabilidade das prefeituras.

O que diz a resolução

A classificação das praias sobre a balneabilidade segue a resolução 274 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que as qualifica como próprias e impróprias baseada nas densidades de bactérias fecais, medidos em amostras coletadas ao longo de cinco semanas seguidas.

Conforme a Cetesb, a legislação estabelece três indicadores para avaliar a poluição fecal: coliformes termotolerantes (antes chamados de coliformes fecais), Escherichia coli e enterococos.

Foram apurados dados das praias de 14 estados no período de 12 meses entre novembro de 2024 e outubro de 2025. As praias do Amapá, Piauí e Pará ficaram de fora porque não medem a qualidade da água.

 

Fonte: O Tempo

 

 


 
 
 

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