Quadro de Bolsonaro oferece ‘risco de evento potencialmente mortal’, alerta médico – Simões Filho Fm
por Redação

Quadro de Bolsonaro oferece ‘risco de evento potencialmente mortal’, alerta médico


 
 
 

O quadro de pneumonia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “extremamente grave” e oferece o “risco de um evento potencialmente mortal”. A informação foi feita pelo médico Claudio Birolini durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (13/3). Bolsonaro está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), no hospital DF Star, em Brasília.

“Já tínhamos alertado nos relatórios sobre os riscos de pneumonia aspirativa, e novamente temos que lidar com essa situação bastante crítica. Isso realmente coloca em risco a vida do paciente, uma pneumonia aspirativa pode evoluir para uma insuficiência respiratória e se você não intervir, morra”, afirmou Birolini. “No momento, a situação do presidente Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal surge mais uma vez nessas circunstâncias”, acrescentou.

O ex-presidente foi levado ao hospital na manhã desta sexta-feira, após passar mal na Papudinha, onde está preso. Na unidade de saúde, foi confirmado um quadro de de broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões. Os médicos destacaram a “velocidade” do agravamento do quadro.

O cardiologista Brasil Caiado projetou que Bolsonaro deve ficar, no mínimo, sete dias internado no DF Star. “Esta pneumonia é mais acentuada em relação às outras que ele já teve e exige um cuidado especial”, justificou, em coletiva à imprensa no início desta tarde. A equipe está administrando um tratamento com antibiótico na veia.

A Papudinha comunicou a transferência de Bolsonaro para o DF Star em um ofício enviado às 10h20. O comandante do 19º Batalhão da PMDF, Allenson Lopes, informou que o ex-presidente teve um súbito quadro de mal-estar e foi atendido pelos médicos de plantão. “Após avaliação clínica inicial realizada no próprio núcleo de custódia, a equipe constatou a necessidade de remoção hospitalar imediata”, apontou.

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Pedidos de prisão domiciliar foram negados a Bolsonaro

A internação do ex-presidente e o alerta de risco de morte ocorre após negativas do Supremo aos pedidos de prisão domicilar apresentados pela defesa de Bolsonaro nos últimos meses. Condenado por liderar uma trama depois da derrota nas eleições de 2022, ele foi preso na sede da Polícia Federal em 22 de novembro, após ter tentado violar a tornozeleira eletrônica. Antes disso, estava preso em sua residência.

Em dezembro do ano passado, ele chegou a ser hospitalizado para tratar uma hérnia inguinal bilateral. A transferência para a Papudinha ocorreu em janeiro. Em março, a defesa de Bolsonaro fez um novo pedido de domiciliar, que também foi negado por Moraes. A decisão do ministro foi referendada depois pela Primeira Turma do STF.

Na avaliação da defesa, a permanência de Bolsonaro na Papudinha é arriscada para a saúde do ex-presidente, “seja pela limitação estrutural inerente ao cárcere, seja pela dependência de arranjos contingentes e de difícil manutenção no tempo”.

Moraes mencionou “a total adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do apenado, com absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana”. Também citou o episódio em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica.

Com informações de Isadora Albernaz/ Folhapress

 

Fonte: O Tempo 

 


 
 
 

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