Escândalo do Master atinge todo o sistema político e ⁠desconfiança do STF aumenta, mostra pesquisa – Simões Filho Fm
por Redação

Escândalo do Master atinge todo o sistema político e ⁠desconfiança do STF aumenta, mostra pesquisa


 
 
 

Para 40% dos brasileiros, o escândalo do Banco Master afeta negativamente todo o sistema político: do Supremo Tribunal Federal (STF) aos governos Lula, Bolsonaro, Banco Central e Congresso Nacional. É o que mostra a mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (12/3).

O levantamento mede o impacto do caso Master entre os brasileiros. A prisão do dono do banco, Daniel Vorcaro, por exemplo, ficou conhecida por 65% dos brasileiros. Apesar de grande parte dos entrevistados apontar que políticos de todos os segmentos são atingidos pelo escândalo, há diferenças nessa percepção, segundo Filipe Nunes, diretor da Quaest.

“O eleitorado lulista e de esquerda enxerga efeito mais negativo para o governo Bolsonaro. O eleitorado bolsonarista e de direita vê mais efeitos negativos para o Supremo e o governo Lula. Mas os independentes, que moderam o debate, afirmam com convicção que o sistema inteiro sofre com o escândalo”, comenta.

“As consequências eleitorais do escândalo são claras: 38% evitarão votar em alguém envolvido no escândalo. Não é um contingente muito alto, mas é decisivo. A pesquisa mostra ainda que 29% levariam o tema em consideração, mas também outras variáveis na hora de votar, e 20% não levariam isso em conta”, prossegue Nunes.

“Os mais engajados com o voto anti-master são os eleitores bolsonaristas (49%) e os eleitores de direita (42%). Nos independentes, que enxergam a crise mais ampla e não focalizada, 36% deixariam de votar em alguém envolvido com o escândalo Master”, completa.

Há mais brasileiros desconfiados do que confiando no STF

Mesmo não sendo visto como o único a ser afetado negativamente pelo escândalo, a confiança no STF, que já foi muito alta, aparece abalada na pesquisa. Pela primeira vez na série histórica da Quaest, há mais brasileiros desconfiados (49%) do que confiando (43%) no STF.

“Os eleitores lulistas e de esquerda continuam com alto nível de confiança no Supremo, na direita e no bolsonarismo a confiança, que já era baixa, caiu mais. O relevante é perceber que, entre os independentes, a confiança caiu bem, de 49% para 36% do ano passado pra cá”, observa Nunes.

O diretor da Quaest diz que esse aumento da desconfiança “é materializado em algumas percepções muito negativas sobre o STF”: 72% defendem que o STF tem poder demais; 59% acreditam que o STF é aliado do governo Lula; e mesmo que 51% reconheçam que o STF foi importante para manter a democracia, 66% defendem que é importante votar em um senador comprometido com o impeachment de ministros do STF.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre 6 e 9 de março. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Fonte: O Tempo 

 


 
 
 

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