O que se sabe sobre o ataque a tiros no evento com Donald Trump em Washington
A atmosfera de celebração que envolvia o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, na noite de sábado (25), em Washington, foi subitamente rompida. O encontro, que reunia o presidente Donald Trump, o alto escalão do governo e centenas de jornalistas, transformou-se em um cenário de tensão após o som de disparos de arma de fogo ecoar pelo evento.
A atmosfera de celebração que envolvia o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, na noite de sábado (25), em Washington, foi subitamente rompida. O encontro, que reunia o presidente Donald Trump, o alto escalão do governo e centenas de jornalistas, transformou-se em um cenário de tensão após o som de disparos de arma de fogo ecoar pelo evento.
Abaixo, vamos fazer uma linha do tempo e lhe explicar da melhor forma todas as informações que temos a respeito do incidente.
O que aconteceu?
Por volta das 20h35, no horário local, um indivíduo armado ultrapassou um posto de segurança nas imediações do salão principal e abriu fogo, sendo rapidamente interceptado por agentes do Serviço Secreto. Diante dos estrondos e do pânico generalizado no salão, que abrigava mais de 2.300 convidados, o presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio foram prontamente evacuados do palco sob forte escolta armada.
Veja vídeo do momento do ataque a Trump
Quem era o suspeito e qual arma ele usou?
O atirador foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente de Torrance, na Califórnia. Em registros profissionais, ele é descrito como engenheiro mecânico formado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia e mestre em ciência da computação pela Universidade Estadual da Califórnia. As autoridades informaram que o suspeito portava a espingarda utilizada no ataque, além de uma arma de fogo de cano curto e diversas facas. Allen foi neutralizado, imobilizado e detido sem ser alvejado pelos agentes, sendo encaminhado posteriormente para avaliação em um hospital local. A promotoria federal o acusou formalmente por uso de arma de fogo durante um crime violento e agressão contra um agente federal com arma perigosa, e as evidências preliminares apontam que ele agiu sozinho. Informações preliminares dão conta de que ele teria como alvo alguns dos funcionários do presidente.

Desdobramentos judiciais e investigação
Detido logo após o ataque, Cole Tomas Allen comparecerá a um tribunal distrital em Washington nesta segunda-feira (27) para responder formalmente por uso de arma de fogo em crime violento e agressão a um agente federal. Simultaneamente aos trâmites na capital, a investigação avançou para a costa oeste americana, onde agentes táticos do FBI deflagraram operações de busca e vigilância na residência associada ao suspeito em Torrance, na Califórnia.
Vítimas
Durante o confronto na entrada do salão, um membro do Serviço Secreto foi atingido por um disparo. Graças ao uso do colete à prova de balas, o agente não sofreu lesões graves e seu estado de saúde é considerado estável. A organização do evento e as autoridades de segurança confirmaram que nenhum civil ou convidado ficou ferido durante o tumulto.
Como o atirador furou o bloqueio de de segurança?
O evento contava com um robusto esquema de segurança em camadas, que incluía detectores de metal e verificação de credenciais para o acesso ao salão. No entanto, a investigação preliminar indica que o atirador estava hospedado no próprio Washington Hilton. Essa condição de hóspede teria permitido que ele circulasse pelas zonas intermediárias do hotel e contornasse os bloqueios externos antes de chegar à área do evento portando o arsenal. O local carrega um forte simbolismo no calendário político e na crônica policial americana, pois foi na saída deste mesmo hotel que o ex-presidente Ronald Reagan sobreviveu a uma tentativa de assassinato em 1981.
Repercussão
O episódio gerou condenação imediata e unânime na comunidade internacional. Líderes de diversas nações, incluindo os chefes de Estado e de governo de países como México, Argentina, Paquistão, Peru, Índia, Japão, Canadá e Austrália, emitiram comunicados repudiando o ato violento. A classe política norte-americana também se uniu no repúdio. Oponentes democratas históricos de Trump, a exemplo de Nancy Pelosi e Gavin Newsom, vieram a público para celebrar o bem-estar do presidente e rejeitar veementemente o uso da violência nas disputas democráticas.
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Fonte: O Tempo